Archive for September, 2009
20 anos sem Raul

Fã Anselmo Almeida
POR MONALIZA PELICIONI E SIDNEI RAMOS
A morte nem sempre representa o fim absoluto. Raul Seixas, um dos maiores cantores do Brasil, é exemplo disso. Trechos como: “É de batalhas que se vive a vida. Então, tente outra vez”. “Coragem pra aquilo que pensa e faz, coragem, eu sei que você pode mais”, são de canções do cantor. Conhecido por “Maluco Beleza”, ele influencia até hoje a música nacional. Para o fã Anselmo Almeida, “Raul foi e é um herói, tanto é que meu filho, chama-se Raul, em homenagem ao astro”, disse. Ele tem um carinho imenso pelo cantor, coleciona artigos inusitados e guarda uma pétala de rosa do túmulo do ídolo. E como todo amor busca uma explicação, Anselmo define o seu assim: “meu amor incondicional pelo artista existe desde os anos 70, quando ouvi pela primeira vez a música ‘Gita’ “. Luiz Carlos Pereira, o Beça, que trabalha na Rádio Cidade FM de General Salgado diz que os ouvintes ainda pedem as músicas de Raul em sua programação diária. O radialista, fã do cantor, cita a parceria Raul Seixas – Paulo Coelho com ênfase, já que desta surgiram os maiores sucessos do artista. E falando em música nada melhor que um cantor para falar como os sucessos de Seixas ainda permanecem nos shows. Segundo Anisinho Martin, em suas apresentações as pessoas sempre pedem as músicas do ídolo brasileiro, e ouvir um “Toca Raul” é habitual em sua profissão. O “Maluco Beleza” se despediu há 20 anos, mas deixou seu legado, o que justificaria a frase de Guimarães Rosa: “O artista não morre, apenas fica encantado”.
Incentivo à cultura trouxe aos jovens de Fernandópolis responsabilidade e elevação da autoestima
Nova geração mantém o sopro das artes deixado por idealizadores da década de 70
POR DANIELA ORTOLAN E THIAGO ESCREMIN

As facetas artísticas de Fernandópolis, interior de São Paulo
O teatro é um dos movimentos artísticos que mais envolve as expressões do corpo e da mente e, também, o que mais requer compreensão histórico-social e dos sentimentos. E é isso que motivou os profissionais da educação a incentivar a introdução dessa arte na escola. Os educadores têm notado que as artes cênicas podem ser instrumento eficiente para desinibir os alunos introvertidos de hoje.
Juliana Buosi Shiroma, 27 anos, coordenadora do Ensino Médio e professora de Língua Portuguesa da Escola Técnica Estadual – Centro Paula Souza – de Fernandópolis, foi a primeira a incentivar o teatro na escola, que está em atividade há quase três anos – dois com teatro gratuito aos alunos interessados. “O estudo de texto teatral incentiva a ler outros textos relacionados e, com isso, eles (os alunos) conseguem gerir e gerar novas ideias, amadurecendo-os como leitores e redatores”, afirma Juliana.
Nas oficinas e durante as montagens de peças o ator-estudante trabalha o corpo, a respiração e a concentração, aprendendo a se conhecer melhor, se avaliar e se gostar, pois o seu instrumento de trabalho é o corpo e como ele se relaciona com o mundo. A educadora sente melhoras quanto aos trabalhos em grupo. “Os alunos do teatro se relacionam melhor em grupo, são mais solidários e conseguem explorar o potencial cognitivo, psicológico e social”.
As mudanças não acontecem somente nas salas de aula. Em casa, os pais também percebem mudanças. Para a mãe da aluna Isabela Campoli, Maria Laide Campoli Medeiros, 44, escrevente técnico-judiciário, o teatro proporcionou melhores diálogos em casa. “Minha filha não é mais tão tímida, se expressa melhor falando e escrevendo e está cada dia mais amorosa dentro de casa”.
E quando o assunto é teatro, não há discussões e nem repressões. Os ensaios são sagrados para Isabela. “Ela gosta muito de fazer teatro e o melhor foi que ninguém precisou incentivar, partiu dela. A semana que não tem ensaio, minha filha sente falta”, diz Laide.
Em Fernandópolis essa prática é exercida há anos na maioria das escolas estaduais, municipais e particulares. Os alunos montam anualmente suas peças, sempre com a supervisão de algum professor ou profissional da área e, por fim, apresentam na Mostra Estudantil de Teatro – o maior evento da arte na cidade.
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Já twittou hoje?
POR ALINE SOUSA E VICTOR GRIEGER
O que você está fazendo agora? Quantas vezes você já ouviu essa pergunta? Uma, duas, três, quatro vezes ao dia? Agora, tente respondê-la em 140 caracteres.
Ler emails, falar com contatos online, responder página de recados, assistir a vídeos ou atualizar blog são algumas opções que fazem parte da vida das 1,57 bilhão de pessoas que usam a internet no mundo todo.
A sociedade contemporânea aliada à tecnologia é caracterizada pela mobilidade e pela atualização instantânea de conteúdos.
É nessa onda que, desde o ano passado, foi popularizado um novo conceito em redes virtuais entre indivíduos: o Twitter. Desde sua criação, em 2006, o “fenômeno” já conta com seis milhões de usuários de todo o mundo.
Confira abaixo o que o professor de Novas Tecnologias da Unifev, Vinicius Sanches dos Santos diz a respeito do sucesso da ferramenta.
Leitura na terceira idade
Leitura na terceira idade
Por Flávia Galdiole e Izabela Fernandes
Quando falamos em incentivo a leitura, logo pensamos em crianças. O que muitos esquecem é que, no Brasil, existem milhões de adultos e idosos que não possuem o hábito da leitura, muitas vezes por não terem acesso ao livro.
Pensando nisso a Biblioteca Municipal “Castro Alves”, de Votuporanga, criou, em 2000, o projeto “Tele – idoso” que tem como principal objetivo, facilitar o acesso dos idosos, ao seu acervo e incentivar o hábito da leitura.
O projeto funciona da seguinte maneira: o idoso deve ligar para o telefone da biblioteca e se cadastrar. Com o registro feito sempre que houver interesse em algum livro, é só ligar na biblioteca e fazer o pedido, que a obra é entregue na residência.
A ex-funcionária e criadora do projeto, Rosângela Constancio Borges, explicou que a idéia surgiu quando ela percebeu que muitos idosos tinham dificuldade de chegar à biblioteca. Para ela o projeto é uma forma de inclusão social.
A atual responsável pela biblioteca, Maria Madalena de Camargo, contou que os livros mais procurados são romances, poesias e clássicos da literatura brasileira. E que são feitos cerca de 25 pedidos por mês.
Dona Rosa Valeriano Olívio, de 71 anos, viúva, é uma das usuárias mais assíduas do “tele idoso”. Ela diz que ama ler e ressalta a importância da leitura. Além de aconselha o hábito, principalmente para aquelas pessoas que como ela, são sozinhas.
Para os interessados o telefone da biblioteca é 3422-4288, e o e-mail é bibliotecavotu@hotmail.com