A importância do trabalho em equipe no curso de comunicação social
Por Roberta Gomes e Ariane Pontes
Cinema, TV e vídeo são alguns dos instrumentos que identificam a disciplina Oficina Audiovisual. Ela integra as habilitações de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do Curso de Comunicação Social da Unifev – Centro Universitário de Votuporanga – e apresenta aos graduandos a oportunidade de conhecer um pouco da história do audiovisual e seus aspectos técnicos (planos de câmera, iluminação, edição etc).
O principal objetivo é oferecer ao universitário o conhecimento teórico e prático das mídias audiovisuais e tentar aproximá-los do mercado de trabalho. O conteúdo prioriza a importância do coletivo, a responsabilidade de se organizar em equipes, o que motiva os alunos a exercerem funções diferenciadas ao longo do curso (cinegrafista, produtor, diretor, editor), e resulta em uma visão maior sobre a aprendizagem audiovisual.
Em especial na habilitação de Jornalismo, o destaque é dado à televisão e ao cinema documentário. Já em Publicidade e Propaganda, a oficina foca a produção de peças publicitárias e trabalhos em vídeo digital. O trabalho de ambas aborda todas as etapas de produção de um trabalho audiovisual (roteiro, pré-produção, produção, captação, direção, edição, iluminação, etc).
Os estudantes têm a oportunidade de conhecer o surgimento do cinema; o seu desenvolvimento técnico e estético e qual a influência que ele teve e tem em relação aos recursos audiovisuais nos dias de hoje. A partir daí, eles iniciam as aulas práticas para experimentarem os trabalhos em vídeo digital.
Um pouco do resultado do desenvolvimento da Oficina Audiovisual pode ser comprovado por meio do comercial feito pelos estudantes do 6º período de PP, sob a orientação do Prof. M. Sc. Aleph Teruya Eichemberg. Inspirados em um conto para a realização de um curta metragem, o grupo, formado pelos alunos Fernandes Junior, Mariana Rocha, Fabrícia Bianchini, Cecília Doimo, Marcelo Puchareli, Barbara Amenta e Elize Moda, foi capaz de apresentar, em trinta segundos, uma jovem autista dentro de seu quarto, presa numa mesma rotina, tomada por movimentos repetitivos. ”Precisávamos de uma boa imagem e uma frase de impacto”, afirma Cecília Doimo, aluna do 6º período de Publicidade e Propaganda e roteirista, isso para que o texto: “Não vivemos num mesmo ritmo, porém somos diferentes, antes de ser igual mude sua mente, tivesse realmente sentido.
“A gente não quer mostrar o autismo como uma doença, eles são normais como nós, a única diferença é que eles vivem no mundinho deles. Aí até a gente brinca no comercial: quem é normal na verdade? Ninguém é normal, cada um tem seu ritmo, cada um tem seu tempo” diz Fernandes Junior, estudante do 6º período de PP, diretor do comercial.
A disciplina Oficina Audiovisual envolve toda a parte de produção feita pelos próprios alunos. “Dá também a oportunidade de trabalhar em grupo e aprender, já que no mercado de trabalho eles terão que lidar com outros profissionais”, afirma o professor e ressalta a necessidade de desenvolver e fazer os alunos se soltarem nas várias áreas da publicidade, pois serão parte de um mercado bem aberto.
Abaixo segue uma lista de links relacionados ao assunto:
Site sobre mercado de trabalho
http://www.cargadetrabalhos.net/category/audiovisual/
http://www.curtasantos.com.br/blog/index.php/2009/07/13/tal-tv-divulga-trabalhos-audiovisuais/
http://www.matrixsite.com.br/si/site/0214?idioma=portugues&gclid=CLTHntf5qJ0CFU8M2godsV3eqA
http://www.cultura.gov.br/site/2008/08/13/abertas-inscricoes-para-oficina-de-producao-audiovisual/
http://mispacultural.wordpress.com/category/oficina-audiovisual/
http://www.ufscar.br/rua/site/?p=986
http://estudiolivre.org/tiki-browse_freetags.php?tag=oficina%20de%20audiovisual
Quem está no Twitter?
POR ALINE SOUSA E VICTOR GRIEGER
Estima-se que 50 mil brasileiros trocam mensagens no Twitter. De acordo com pesquisa uma realizada em abril, pela agência Bullet e o site Migre Me, 3268 perfis foram analisados, na maioria homens, solteiros de 21 a 30 anos, moradores das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com ensino superior completo. Eles gastam 50 horas semanais na internet e cerca de 60% geram conteúdos informativos.
É o exemplo do radialista e estudante do quarto ano de jornalismo da Unifev, Diego Armando Hurtado, 21, que utiliza o Twitter em seu trabalho jornalístico. “Por ele, entro em contato com as páginas de veículos como Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e confiro, na disponibilização de links, a matéria na íntegra. Já houve situações em que a ferramenta agilizou o meu trabalho, pois seria muito difícil ter acesso à informação desejada, naquela ocasião. Em alguns casos, ele me serve até como fonte de direta”, afirma.
![[000499][1] Diego é estudante de Jornalimo é usa o "Twitter" para se relacionar com suas fontes](http://conectivamag.files.wordpress.com/2009/10/00049912.jpg?w=455&h=470)
Diego usa o "Twitter" para se relacionar com suas fontes
Um dos sucessos do Twitter é que as opções do programa vão muito além da troca de mensagens. A rede de relacionamentos possui vários usuários com perfis corporativos, muitos deles usam o site para divulgação de sua empresa e realização promoções (“tweeteds”). Com isso, Rodrigo ganhou um brinde no site. “Foi no dia do amigo, os usuários tinham que fazer um comentário fazendo uma média com um amigo, foi feito um sorteio e eu e minha amiga ganhamos uma camiseta.”

Rodrigo Marassi, o perfil do Twitter e a camiseta da "Tweteed"
Mudanças em hábitos e em relações são marcadas pela dinamicidade, afirma socióloga
POR VICTOR GRIEGER E ALINE SOUSA
“Tudo muda, exceto a própria mudança”. Esse é um dos fragmentos do filósofo pré-socrático, Heráclito de Éfeso, escrito por volta de 490 a.C, mas que se adequa a realidade atual. Mudança é a palavra que resume o século 21, o da “sociedade da informação”.
Há tempos, fazer uma ligação telefônica demandava horas de espera. Hoje, fazemos isso em um curto tempo. A comunicação por meio de cartas, realidade não tão distante da atual, durava dias. Hoje os emails, os scraps e os chats nos permitem dialogar rapidamente.
Rompimento dos hábitos, das tradições e as modificações no convívio pessoal são processos naturais na contemporaneidade. “As mudanças nas relações entre indivíduos são naturais porque partem de um processo dinâmico”, afirma a socióloga Maria da Conceição Morangueira Magri.

Maria da Conceição é socióloga pela Universidade do Amazonas e docente do Centro Universitário de Votuporanga
Mas o que se vê é que a dinamicidade provocada pelo desenvolvimento tecnológico se estende também na geração de conteúdos noticiosos. Portais publicam, diariamente, um grande volume de informação com temáticas variadas visando a atender as necessidades dos diferentes públicos consumidores.
“O grande volume de informações disponíveis na rede, característica da sociedade pós-moderna propicia uma necessidade de discernimento por parte do leitor, afim de que ele possa selecionar, e, em um segundo momento, desdobrar o assunto em questão. Só assim é possível se ter um enriquecimento de repertório e evitar uma possível superficialidade”, lembra Maria Magri.
Os jovens não vivem sem Celular
Jovens não vivem sem Celular
Dispositivos de tecnologia portátil se encontram em um grande processo de evolução e vem proporcionar um novo conceito em entretenimento e comunicação a toda sociedade, principalmente aos jovens.

A maioria dos jovens dificilmente saem de casa sem seu telefone móvel.
O crescente uso dessas tecnologias na rotina diária em geral traz facilidades a tarefas profissionais ou até mesmo o simples fato de assistir a canais de TV online e produções audiovisuais.
O primeiro dispositivo portátil criado há mais de meio século, precisamente em 1956, foi o celular. O equipamento foi inventado pela Ericsson, e era bem diferente dos pequenos aparelhos portáteis de hoje, com a função exclusiva de realizar e receber chamadas telefônicas. Com o decorrer do tempo, os aparelhos celulares reuniram muitos recursos, tais como: Correio eletrônico, câmera, filmadora, GPS, acesso a internet, editores de texto, jogos e muito mais.

Atualmente, os celulares possuem diversas funções: acesso à Internet, Tv online, SMS e GPS.

O celular tornou-se cada vez mais comum entre os jovens.
Hoje, a comunicação móvel faz parte do cotidiano de quase um terço da população mundial, sendo que 2 bilhões já estão conectados com o sistema GSM, e segundo pesquisas mundiais a maioria dos usuários são jovens entre 18 a 25 anos que não conseguem viver sem seu telefone móvel, nunca sai de casa sem ele e, se pudesse escolher preferiria perder a carteira ao aparelho telefônico.
Para Bruna Martins Ferreira, 19, o uso do aparelho móvel virou uma verdadeira febre pelo fato de ter se generalizado facilmente. “Antes os jovens viviam normalmente sem celular, mas hoje ele se tornou muito útil e em determinadas situações um luxo, talvez seria muito difícil ficar sem ele”.
O celular se faz tão presente na vida das pessoas que já se tornou uma extensão do corpo, “acredito que faça parte do meu corpo, pois quando esqueço meu celular em casa me sinto como se estivesse sem uma parte de mim,” conta Bruna.
Assista ao vídeo:
20 anos sem Raul

Fã Anselmo Almeida
POR MONALIZA PELICIONI E SIDNEI RAMOS
A morte nem sempre representa o fim absoluto. Raul Seixas, um dos maiores cantores do Brasil, é exemplo disso. Trechos como: “É de batalhas que se vive a vida. Então, tente outra vez”. “Coragem pra aquilo que pensa e faz, coragem, eu sei que você pode mais”, são de canções do cantor. Conhecido por “Maluco Beleza”, ele influencia até hoje a música nacional. Para o fã Anselmo Almeida, “Raul foi e é um herói, tanto é que meu filho, chama-se Raul, em homenagem ao astro”, disse. Ele tem um carinho imenso pelo cantor, coleciona artigos inusitados e guarda uma pétala de rosa do túmulo do ídolo. E como todo amor busca uma explicação, Anselmo define o seu assim: “meu amor incondicional pelo artista existe desde os anos 70, quando ouvi pela primeira vez a música ‘Gita’ “. Luiz Carlos Pereira, o Beça, que trabalha na Rádio Cidade FM de General Salgado diz que os ouvintes ainda pedem as músicas de Raul em sua programação diária. O radialista, fã do cantor, cita a parceria Raul Seixas – Paulo Coelho com ênfase, já que desta surgiram os maiores sucessos do artista. E falando em música nada melhor que um cantor para falar como os sucessos de Seixas ainda permanecem nos shows. Segundo Anisinho Martin, em suas apresentações as pessoas sempre pedem as músicas do ídolo brasileiro, e ouvir um “Toca Raul” é habitual em sua profissão. O “Maluco Beleza” se despediu há 20 anos, mas deixou seu legado, o que justificaria a frase de Guimarães Rosa: “O artista não morre, apenas fica encantado”.
Incentivo à cultura trouxe aos jovens de Fernandópolis responsabilidade e elevação da autoestima
Nova geração mantém o sopro das artes deixado por idealizadores da década de 70
POR DANIELA ORTOLAN E THIAGO ESCREMIN

As facetas artísticas de Fernandópolis, interior de São Paulo
O teatro é um dos movimentos artísticos que mais envolve as expressões do corpo e da mente e, também, o que mais requer compreensão histórico-social e dos sentimentos. E é isso que motivou os profissionais da educação a incentivar a introdução dessa arte na escola. Os educadores têm notado que as artes cênicas podem ser instrumento eficiente para desinibir os alunos introvertidos de hoje.
Juliana Buosi Shiroma, 27 anos, coordenadora do Ensino Médio e professora de Língua Portuguesa da Escola Técnica Estadual – Centro Paula Souza – de Fernandópolis, foi a primeira a incentivar o teatro na escola, que está em atividade há quase três anos – dois com teatro gratuito aos alunos interessados. “O estudo de texto teatral incentiva a ler outros textos relacionados e, com isso, eles (os alunos) conseguem gerir e gerar novas ideias, amadurecendo-os como leitores e redatores”, afirma Juliana.
Nas oficinas e durante as montagens de peças o ator-estudante trabalha o corpo, a respiração e a concentração, aprendendo a se conhecer melhor, se avaliar e se gostar, pois o seu instrumento de trabalho é o corpo e como ele se relaciona com o mundo. A educadora sente melhoras quanto aos trabalhos em grupo. “Os alunos do teatro se relacionam melhor em grupo, são mais solidários e conseguem explorar o potencial cognitivo, psicológico e social”.
As mudanças não acontecem somente nas salas de aula. Em casa, os pais também percebem mudanças. Para a mãe da aluna Isabela Campoli, Maria Laide Campoli Medeiros, 44, escrevente técnico-judiciário, o teatro proporcionou melhores diálogos em casa. “Minha filha não é mais tão tímida, se expressa melhor falando e escrevendo e está cada dia mais amorosa dentro de casa”.
E quando o assunto é teatro, não há discussões e nem repressões. Os ensaios são sagrados para Isabela. “Ela gosta muito de fazer teatro e o melhor foi que ninguém precisou incentivar, partiu dela. A semana que não tem ensaio, minha filha sente falta”, diz Laide.
Em Fernandópolis essa prática é exercida há anos na maioria das escolas estaduais, municipais e particulares. Os alunos montam anualmente suas peças, sempre com a supervisão de algum professor ou profissional da área e, por fim, apresentam na Mostra Estudantil de Teatro – o maior evento da arte na cidade.
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Já twittou hoje?
POR ALINE SOUSA E VICTOR GRIEGER
O que você está fazendo agora? Quantas vezes você já ouviu essa pergunta? Uma, duas, três, quatro vezes ao dia? Agora, tente respondê-la em 140 caracteres.
Ler emails, falar com contatos online, responder página de recados, assistir a vídeos ou atualizar blog são algumas opções que fazem parte da vida das 1,57 bilhão de pessoas que usam a internet no mundo todo.
A sociedade contemporânea aliada à tecnologia é caracterizada pela mobilidade e pela atualização instantânea de conteúdos.
É nessa onda que, desde o ano passado, foi popularizado um novo conceito em redes virtuais entre indivíduos: o Twitter. Desde sua criação, em 2006, o “fenômeno” já conta com seis milhões de usuários de todo o mundo.
Confira abaixo o que o professor de Novas Tecnologias da Unifev, Vinicius Sanches dos Santos diz a respeito do sucesso da ferramenta.
Leitura na terceira idade
Leitura na terceira idade
Por Flávia Galdiole e Izabela Fernandes
Quando falamos em incentivo a leitura, logo pensamos em crianças. O que muitos esquecem é que, no Brasil, existem milhões de adultos e idosos que não possuem o hábito da leitura, muitas vezes por não terem acesso ao livro.
Pensando nisso a Biblioteca Municipal “Castro Alves”, de Votuporanga, criou, em 2000, o projeto “Tele – idoso” que tem como principal objetivo, facilitar o acesso dos idosos, ao seu acervo e incentivar o hábito da leitura.
O projeto funciona da seguinte maneira: o idoso deve ligar para o telefone da biblioteca e se cadastrar. Com o registro feito sempre que houver interesse em algum livro, é só ligar na biblioteca e fazer o pedido, que a obra é entregue na residência.
A ex-funcionária e criadora do projeto, Rosângela Constancio Borges, explicou que a idéia surgiu quando ela percebeu que muitos idosos tinham dificuldade de chegar à biblioteca. Para ela o projeto é uma forma de inclusão social.
A atual responsável pela biblioteca, Maria Madalena de Camargo, contou que os livros mais procurados são romances, poesias e clássicos da literatura brasileira. E que são feitos cerca de 25 pedidos por mês.
Dona Rosa Valeriano Olívio, de 71 anos, viúva, é uma das usuárias mais assíduas do “tele idoso”. Ela diz que ama ler e ressalta a importância da leitura. Além de aconselha o hábito, principalmente para aquelas pessoas que como ela, são sozinhas.
Para os interessados o telefone da biblioteca é 3422-4288, e o e-mail é bibliotecavotu@hotmail.com